Sistema Eleitoral Brasileiro

No Brasil são utilizadas as urnas eletrônicas que trazem celeridade e confiabilidade para o processo eleitoral. As urnas eletrônicas permitem captação, armazenamento e apuração de votos em horas.

Para comprovar a segurança que a urna eletrônica oferece, o TSE realiza testes públicos com técnicos que não têm relação com o Tribunal. São realizadas 200 mil tentativas de quebrar o sistema de segurança da urna por segundo. Até o momento, nenhuma das tentativas conseguiu adulterar o sistema, assim como não houve nenhuma fraude. Isso porque a urna é composta por 15 sistemas e 15 milhões de linhas de programação, e, caso algum desses pontos seja modificado, o equipamento para de funcionar imediatamente. 

Por conexão remota as chances de um ataques dar certo são nulas, uma vez que o equipamento não se conecta a internet ou rede de comunicação. Os votos ficam armazenados na própria urna, de maneira criptografada, e transmitidos por um sistema próprio da Justiça Eleitoral. Fisicamente, as urnas são lacradas e só funcionam no dia e horário do pleito. Caso haja adulteração, é possível visualizar antes do início das votações. 

Com o sistema informatizado, não é possível saber como cada eleitor vota, uma vez que cada voto é contabilizado de forma aleatória e não na ordem em que foi digitado, justamente para manter o sigilo. Para acessar a totalidade dos votos de cada urna é necessário ter uma assinatura digital, para barrar modificações, e o acesso é diretamente pela rede exclusiva da Justiça Eleitoral e controlado pelo TSE.

É possível realizar auditorias nas urnas eletrônicas para atestar a segurança. Para isso, o TSE realiza a “votação paralela”. Nesse processo são sorteadas algumas urnas por estado e selecionadas algumas pessoas para votar em determinado candidato de forma aberta. Ao final, é analisado um boletim da urna no qual se verifica se o voto dado é o mesmo registrado.

As urnas eletrônicas existem no Brasil desde as eleições municipais de 1996 e são consideradas um dos sistemas mais automatizados de votação do planeta. O grau de confiabilidade é tamanho que já houve empréstimo de urnas desenvolvidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para outros países, como Paraguai, República Dominicana, Costa Rica, Equador, Argentina, Guiné-Bissau, Haiti e México sendo referência mundial.